Compreender a herança do colonialismo europeu

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"Compeeender a herança do colonialismo europeu"

 LIBIA

Libia

Pela posição estratégica no Mediterrâneo, a costa da Líbia foi ocupada por diversos povos na antiguidade: berberes, egípcios, fenícios, cartagineses, gregos e romanos. No século IV foi incorporada ao Império Bizantino. No século VII os árabes dominam a região e imprimem a religião muçulmana. Entre 1517 e 1911, o domínio é do Império Turco-Otomano quando é invadido pela Itália quando coloniza a Líbia a partir de 1934. Durante a Segunda Guerra, o território líbio é dividido entre Reino Unido e França e em 1951 alcança sua independência instaurando uma monarquia. Em 1969, o coronel Muamar Kadafi toma o poder através de um golpe militar que nacionaliza a produção de petróleo e instala uma ditadura militar. O governo passa a ser acusado de apoiar grupos terroristas que apóiam a causa palestina e grupos separatistas da Europa. Na década de 1980 os EUA impõem sanções econômicas e em 1986 bombardeiam Trípoli e Benghazi, visando destruir campos de treinamento terrorista. Em 1992 o governo recusa a extradição de dois agentes líbios responsabilizados pela explosão de um jato da Pan Am e a ONU impõe pesadas sanções em 1992. Kadafi dá início a um programa de privatizações para abrir a economia ao capital estrangeiro. Em 1993 rompe com o fundamentalismo islâmico do Irã que apoia grupos extremistas líbios. Em 1999 a ONU cancela o embargo e a Líbia abre negociações com empresas europeias para extração de petróleo e gás natural. A partir de 2003 a Líbia atende às exigências do Conselho de Segurança da ONU e reaproxima o país cada vez mais do ocidente e em 2005 concede licenças para empresas norteamericanas explorem petróleo e gás no país. Em 2010 a empresa British Petroleum (BP) anuncia o início da extração de petróleo no país. Em 13 de fevereiro de 2011 começa uma série de protestos populares contra o governo de Kadafi reivindicando melhoras sociais e políticas. Os manifestantes influenciados pelas revoltas na Tunísia e no Egito também clamam por liberdade e democracia, mais respeito pelos direitos humanos, uma melhor distribuição da riqueza e a redução da corrupção no seio do Estado e das suas instituições. A violenta repressão aos opositores do governo fez com que vários embaixadores e lideranças líbias renunciassem a seus cargos. A ONU estuda a possibilidade de acusar a Líbia de crimes contra a humanidade por ter recorrido a caças de guerra para repreender as manifestações. Devido às manifestações, além do Brasil, países como França, Rússia, Holanda e Índia também já conseguiram evacuar parte de seus cidadãos da Líbia. Muammar Gaddafi, ditador líbio há 42 anos no poder, ameaçou “enfiar o dedo nos olhos” daqueles que intervierem na situação política do país e falou que se os Estados Unidos ou os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) entrarem na Líbia, “haverá milhares de mortos” (do UOL online).

marcosbau.files.wordpress.com/2011/03/colonia

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