Archive for the ‘1’ Category

O Fascinante mundo da fotografia

Abril 16, 2010

Magnum

A agência cooperativa Magnum foi fundada em 1947 por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Maria Eisner, David “Chim” Seymour, George Rodger, William Vandivert e Rita Vandivert. Motivados pela sensação de alívio causada pelo fim da Segunda Guerra Mundial, fundaram esta cooperativa dois anos após o final da guerra, tirando partido daquilo que melhor os definia enquanto profissionais: a mistura do repórter com o artista.
Decidiram chamar-lhe Magnum Photos Inc. Começou por estabelecer-se em Paris e Nova Iorque, passando mais tarde também para Londres e Tóquio.
Por princípio, os fotógrafos trabalham sob as instruções de editores, mas a ideia por detrás da Magnum é que os seus membros tinham autonomia para trabalhar no tipo de eventos que entendiam. Cabia à agência distribuí-los, estando os direitos de autor reservados para o seu verdadeiro autor e não para as revistas que as publicavam.

http://www.infopedia.pt/$magnum

A arte xávega

Abril 8, 2010

A arte xávega terá sido trazida para Portugal por volta de 1776. Denominada também por “grande arte” é uma forma de pesca artesanal actualmente caída em desuso. (Ainda se pratica, para turista ver nos meses de Verão, nas praias onde se realizou até ao fim do século passado).

A arte xávega é um processo de pesca de arrasto em que uma companha (grupo de pescadores) entra pelo mar num barco de remos, para lançar a rede a grande distância, cercando os cardumes, puxando-a, terminando a faina à força de braços e com a ajuda de bois. Estes bois possantes eram destinados apenas à faina marítima.

Espectáculo emocionante. Os riscos corridos pelos pescadores eram acompanhados pelas mulheres, crianças e velhos “lobos-do-mar” que, das areias da praia, fixavam o horizonte durante horas. Chegado o barco, são e salvo, era a sua vez de, juntamente com os bois, puxarem a rede, sempre com esperança de ver o seu saco carregado de peixe.

Havia momentos de silêncio, só se ouvia o bater das ondas. Ocorriam na entrada do pequeno barco nas ondas alterosas e na chegada da rede. Primeiro era o silêncio do medo, o do fim era o silêncio da expectativa de uma boa pescaria que afastaria por uns dias a fome endémica.Trabalho hercúleo, brutal, por vezes, muitas vezes mortal. A força de quem o viu ficará para sempre na memória. Ninguém como Raul Brandão traduziu toda a grandeza da arte da xávega e dos seus actores. E passo a citar de memória.

“Que povo é este que lavra as ondas do mar? “

 

http://olhares.sapo.pt/ahcravo

(Para mais informação ver este endereço)