UMA BREVE ARAGEM CONTÍNUA E INVISÍVEL

Junho 15, 2010 by

A Escola Secundária de D. Duarte continua a ser uma caixinha de surpresas. Tenho tido o privilégio de descobrir que os alunos que frequentaram a DD, aqui ganharam “raízes para se fixar e asas para voar”! E que alto que eles voam!

Deixo aqui mais um exemplo que justifica que a arte andou sempre à solta na Escola. E se observarmos com atenção, abrindo bem os olhos e deixando-nos embalar pela breve aragem que continuamente corre dentro e fora das suas paredes, teremos oportunidade de a ver passar, apesar de invisível. Não deixar que essa breve aragem fuja, poderá garantir uma DD onde a transgressão (fundamental para o crescimento), a responsabilidade, a alegria de viver e aprender, a liberdade, o respeito pelo outro, a cidadania são os pilares que fizeram, fazem e farão a sua DIFERENÇA.

Uma Escola com uma cultura própria, que se afirma tanto no mais simples gesto como no projecto mais complexo.

E, quando um dia for abatida a camartelo pela voragem que a espreita, a sua marca não será apagada pois ela será tema recorrente entre todos os que foram tocados pela breve aragem que continuamente corre dentro e fora das suas paredes, apesar de ser invisível.

Mário Manaia partilha com a DD a sua arte

VIVA A REPÚPLICA!!!!

Junho 11, 2010 by

 

 

República e Património ou Património da República?*

 

Face a estas duas hipóteses levanta-se-me uma grande indecisão… O que tratar? Como colaborar na Ipsis Verbis?

Devo confessar que me chama a segunda hipótese. Recordo o meu avô republicano e anarquista que, cantava, para que todos ouvissem, e há muito sopravam os ventos da ditadura salazarista, as canções republicanas profundamente anticlericais. “Não entres nessa Igreja ó Cavador….”. Recordo a defesa dos valores da cidadania, da liberdade individual, da solidariedade, da educação. Valores que, de acordo com a ideologia republicana, deveriam ser inculcados desde a infância. Instrução e escola seriam os espaços da nova socialização onde esses ideais ganhariam raízes.

Só uma revolução que pusesse fim à Monarquia, poderia levar a cabo estes ideais. E a Revolução fez-se a 5 de Outubro de 1910.

Alteraram-se as instituições do estado e legislou-se abundantemente na construção de uma nova sociedade, fundada no humanismo, na protecção às crianças, na valorização da mulher, nas liberdades cívicas, no respeito pelo associativismo operário e pela segurança.

Muitas vezes ficou pelo campo das generosas intenções…

O Património (herança) deixado pela primeira República continua presente no quotidiano português (depois do longo interregno de quase cinquenta anos): a Lei da separação da Igreja do Estado (a consagração da laicidade), as leis da Família onde pontuou o divórcio, a validade do casamento civil, a protecção aos filhos legítimos e ilegítimos, a igualdade e liberdade entre marido e mulher, a protecção à infância, à velhice e às mães solteiras. O fim da censura, o reconhecimento do direito à greve. O ensino primário obrigatório e gratuito, o aparecimento de cantinas escolares, colónias de férias, escolas ao ar livre para crianças débeis.

Um Património, consagrado na Constituição de 1911, que diz “A República Portuguesa não admite privilégio de nascimento …” e ainda acrescenta “ A lei é igual para todos, mas só obriga aquela que for promulgada nos termos desta Constituição”.

Os republicanos não esqueceram a importância dos elementos simbólicos – a Bandeira, o Hino e a moeda (esta última, já nos nossos dias, levada na enxurrada do modernismo e da globalização).

Este foi o Património deixado pela Primeira República e com o qual todos nos acabamos por identificar.

Na mesma Constituição se regula o direito de voto excluindo os analfabetos. Talvez esta restrição esteja na base da importância concedida, pela primeira República, à instrução e à cultura.( in Revista Ipsis Verbis, nº5, Maio 2010, Escola Secundária Oliveira do Hospital)

Não poderia deixar de prestar homenagem aos meus alunos (12º C e 12ºD que colaboraram com os seus trabalhos nas comemorações do Centenário da República, deixando aqui algumas imagens que ilustram este evento .


 


* Mª da Glória Rodrigues, professora na Escola Secundária de D. Duarte, Coimbra

Memórias da DD

Junho 3, 2010 by

Duarte de Bem foi a revista publicada ao longo de anos na Escola Secundária de D. Duarte. E porque se não recordarmos esquecemos,  é bom refrescar a memória e deixar neste blog um pouco da memória da Escola. Não esqueçamos que o maior inimigo do Património é o esquecimento. Deixem aqui as vossas memórias. Estamos em tempos de debandada, mas que fiquem aqui registadas algumas realizações que foram e continuam a ser o suporte da cultura de escola que faz da DD um caso excepcional.

ENCONTRO E CONFRONTO….

DESCOBRIMENTOS E ENCOBRIMENTOS#

Nos finais do século XIV, uma Europa faminta, destroçada por guerras e pestes, contrasta com o norte de África rico, próspero, fervilhante de gente. Ouro, cereais, sedas, produtos exóticos alimentam miragens e sonhos transportados pelos espiões que ali arriscavam as vidas a troco de informações preciosas. As caravanas, que sulcavam os desertos transportando riquezas imensas, povoavam os sonhos europeus.

Desfeitos os sonhos em Ceuta, em breve serão as caravelas a sulcar os mares em busca dessa riqueza que  o imaginário paupérrimo da Europa exagerava e aumentava na justa proporção das suas necessidades e carências. 

Novos caminhos se abrem aos quais ficarão ligados o Infante D. Henrique, D. João II, Gil Eanes, Afonso Baldaia, Antão Gonçalves, Dinis Dias, Cadamosto, João de Santarém, Pedro Escobar, Fernão Gomes, Diogo Cão, Bartolomeu Dias, Cristóvão Colombo, Vasco da Gama, Alvares Cabral, Fernão de Magalhães, Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque protagonistas, entre muitos outros, de uma ilusão que, como todas as ilusões, tomou por vezes forma de realidade.

Em época de comemorações, a investigação que se desenvolve em tais circunstâncias, tem criado a possibilidade de conhecer de modo crítico e rigoroso, a epopeia dos Descobrimentos, mas tem também sido fecunda em frases feitas e lugares comuns que subvalorizam o CONFRONTO de culturas e sobrevalorizam o ENCONTRO de culturas, que esquecem os ENCOBRIMENTOS e apenas lembram os DESCOBRIMENTOS.

Testemunhos da época relatam-nos, com a ingenuidade de quem não tem uma imagem para impor, toda a complexidade e diversidade de atitudes tomadas pelos portugueses face a novos povos, novos mundos, novas culturas (que afinal eram tão velhas!). E se os portugueses, protagonizaram o ENCONTRO DE CULTURAS, logo em seguida foram DOMINADORES, e se foram DESCOBRIDORES em breve viraram CONQUISTADORES.

“ E em acabando estas razões, olharam para a povoação e viram que os mouros, com suas mulheres e filhos saíam já quanto podiam dos seus alojamentos, porque ouveram vista dos contrários e eles chamando: “Santiago! Sam Jorge! Portugal! Deram sobre eles, matando e prendendo quanto podiam.

… e uns se afogavam sob as águas e outros pensavam de se esconder sob as cabanas, outros escondiam os filhos debaixo de limos, por cuidarem de escapar, onde depois os achavam.” (Gomes Eanes de Zurara, Crónica da Conquista da Guiné, p.102)

“De modo que este senhor Infante fez construir um castelo nesta ilha, para conservar e multiplicar este tráfico perpetuamente… de modo que se traz de Arguim para Portugal de 800 a mil escravos todos os anos”. (Luís Cadamosto, Viagens, p.104)

“ Quando o Capitão viu esta destruição e mau recado, mandou aprisionar dez naus de mouros, que estavam no porto e fez matar toda a gente que nela se achava, que seriam de quinhentos a seiscentos homens…As naus depois de descarregadas foram queimadas”. (Piloto anónimo, A Expedição de Pedro Alvares Cabral e Descobrimento do Brasil)

“Não dão os Tupinambás a seus filhos nenhum castigo, nem os doutrinam, nem repreendem por coisa que façam, aos machos ensinam-nos a atirar com arcos e flechas ao alvo e trazem-nos sempre às costas até à idade de sete oito anos e o mesmo às fêmeas. (Gabriel Soares de Sousa, Notícia do Brasil)

A diversidade de actuação dos portugueses perante os povos encontrados conferiu à cultura portuguesa um carácter multifacetado onde se acumulam resíduos dos mundos encontrados.

Europa, Brasil, Ásia e África são as diversidades que constituem a unidade da cultura portuguesa.

Algumas questões se nos põem em tempos de mudanças a breve prazo:

Como sobreviverá esta cultura plural numa Europa espartilhada em unidade política, económica, monetária, militar? Que futuro para o português no espaço “claustrofóbico” europeu? Resistirá, Portugal, ao apelo da cultura e do sangue que chegam do outro lado dos mares? Que fazer com Maastricht?


# M ª da Glória Rodrigues, 1994

Foi um sonho que não se realizou! Talvez um dia, quem sabe?

Maio 11, 2010 by

Em Outubro de 2006 tivemos um sonho, certas que ele se ia concretizar, eu escrivã de serviço, produzi o texto que se segue como sensibilização da ESCOLA para o sonho – Criar um Museu Escolar. Ficámos pelo sonho, mas não o esqueçemos, lembraste Anabela?

“Nós somos todos constituídos de bocados, de extractos de História, de literatura, de direito internacional (…). E se vos perguntarem o que fazemos, podeis responder: “Recordamo-nos”

Ray Bradbury, Farhrenheit 451

 Fixa em território conhecido por toda a comunidade, pulsando a um ritmo único, é a inconfundível ESCOLA. Muitos têm afirmado que está fechada ao Mundo, sendo, curiosamente, o seu destino e vocação o Mundo.

 O Mundo tem sido, ao longo dos tempos, tema único e essencial. O seu conhecimento, as suas representações, as conquistas nele realizadas, bem como os seus fracassos são o coração da Escola.

 Não podendo conter dentro das suas paredes a vastidão do Mundo, a Escola foi (é) rica na sua recriação, na sua representação imagética, na reprodução de objectos e utensilagem resultado da intensa vocação de mostrar, de dar a ver, de ensinar a olhar, que sempre orientou a Escola.

O primado da visualizção ofereceu ao aluno o contacto não com o Mundo, mas com a sua representação (e assim continua a proceder recorrendo às novas tecnologias da comunicação e da informação).

 A Escola propiciou aos alunos a manipulação, a observação, o estudo do mundo onde decorria a sua vida recorrendo ao que se denomina material didáctico.

 É esse material que urge preservar, conservar, dar vida. Os mapas, as ilustrações, as amostras geológicas, os espécimes biológicos embalsamados, moedas, maquetas, toda a panóplia de objectos laboratoriais são espólio das escolas, fazem parte da memória colectiva dos que a frequentaram. São a memória do presente e dar-lhes vida, fará deles a memória do futuro.

Dar-lhe vida é deixá-los caminhar pelas auto-estradas da informação ombreando a sua materialidade com a realidade virtual.

O seu destino é o Museu, o seu local de segurança, de conservação, mas também o local de onde parte para a vida. Daí sairão para continuar a cumprir o destino da Escola que os concebeu – a abertura ao Mundo.

São objectos que, apesar de simples representações, têm uma matriz que está viva, que está para lá das portas da Escola. Essa matriz é o Mundo que afinal permanece igual a si próprio como poderemos verificar no Museu da Escola. (13 de Outubro de 2006)

A República e os Direitos da Mulher

Maio 7, 2010 by

 

Debaixo de grande polémica, Carolina Beatriz Ângelo, médica, viúva e “chefe de família”, ousou votar nas primeiras eleições republicanas a 28 de Maio de 1911 aproveitando as indefinições existentes no enunciado da Lei.

 

Na sequência da controvérsia, é aprovada pelo senado em 1913 a Lei Eleitoral da República (nº 3 de 3 de Julho) onde pela primeira vez num texto legislativo se determina expressamente o sexo dos cidadãos eleitores: “são eleitores dos cargos políticos e administrativos todos os cidadãos portugueses do sexo masculino, maiores de 21 anos, ou que completem essa idade até ao termo das operações de recenseamento, que estejam no gozo dos seus direitos civis e políticos, saibam ler e escrever português e residam no território da República Portuguesa”.

O direito de voto às mulheres foi concedido (precariamente) pela primeira vez em Portugal, em 1931 sob o patrocínio legislativo do Estado Novo (lei nº 19:694 de 5 de Maio), restringido àquelas com o curso dos Liceus. Em 1934 nas eleições legislativas foram eleitas pela primeira vez mulheres para a assembleia nacional: Domitília Hormizinda Miranda de Carvalho, Maria dos Santos Guardiola e Maria Cândida Pereira.

A cláusula de masculinidade

O “incidente” Carolina Ângelo mostrou aos dirigentes da república a necessidade de clarificar uma coisa que até aí lhes parecera evidente: o carácter masculino da política portuguesa. Não lhes ocorrera que fosse preciso explicar às mulheres o lugar delas, mas uma vez que se levantava a questão, era urgente esclarecê-la.
Desde a sessão inaugural da Assembleia Constituinte, em 19 de Junho de 1911, ficou expressa a cláusula de masculinidade para a entrada no parlamento republicano, e toda a legislação subsequente veio confirmar que as mulheres estavam excluídas do processo político.

Os nostálgicos da primeira república souberam tirar proveito da distracção dos seus heróis. Tal como Carolina Ângelo aproveitou o lapso dos legisladores para depositar o seu voto na urna, também alguns historiadores republicanos aproveitaram este caso para sugerir que a república concedera, inicialmente, a igualdade de direitos políticos às mulheres, e só em 1913 retrocedera nas suas generosas intenções. Na “História da República”, de Raúl Rego, pode ler-se que a legislação de 1913 retirou o voto aos analfabetos e às mulheres, significando isto que “a República, na igualdade dos sexos, voltava sobre si mesma e à discriminação da mulher, anjo do lar”.

João Távora/Carlos Bobone

http://www.centenariodarepublica.org/centenario/2008/04/17/a-republica-e-os-direitos-da-mulher/

Ontem como hoje, os nossos alunos são uns artistas!

Abril 24, 2010 by

Admirem as capacidades dos nossos alunos. Neste caso ele mantém bem viva a dmiração pela escola. Obrigada, Paulo Caixeiro.

O Fascinante mundo da fotografia

Abril 16, 2010 by

Magnum

A agência cooperativa Magnum foi fundada em 1947 por Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Maria Eisner, David “Chim” Seymour, George Rodger, William Vandivert e Rita Vandivert. Motivados pela sensação de alívio causada pelo fim da Segunda Guerra Mundial, fundaram esta cooperativa dois anos após o final da guerra, tirando partido daquilo que melhor os definia enquanto profissionais: a mistura do repórter com o artista.
Decidiram chamar-lhe Magnum Photos Inc. Começou por estabelecer-se em Paris e Nova Iorque, passando mais tarde também para Londres e Tóquio.
Por princípio, os fotógrafos trabalham sob as instruções de editores, mas a ideia por detrás da Magnum é que os seus membros tinham autonomia para trabalhar no tipo de eventos que entendiam. Cabia à agência distribuí-los, estando os direitos de autor reservados para o seu verdadeiro autor e não para as revistas que as publicavam.

http://www.infopedia.pt/$magnum

A arte xávega

Abril 8, 2010 by

A arte xávega terá sido trazida para Portugal por volta de 1776. Denominada também por “grande arte” é uma forma de pesca artesanal actualmente caída em desuso. (Ainda se pratica, para turista ver nos meses de Verão, nas praias onde se realizou até ao fim do século passado).

A arte xávega é um processo de pesca de arrasto em que uma companha (grupo de pescadores) entra pelo mar num barco de remos, para lançar a rede a grande distância, cercando os cardumes, puxando-a, terminando a faina à força de braços e com a ajuda de bois. Estes bois possantes eram destinados apenas à faina marítima.

Espectáculo emocionante. Os riscos corridos pelos pescadores eram acompanhados pelas mulheres, crianças e velhos “lobos-do-mar” que, das areias da praia, fixavam o horizonte durante horas. Chegado o barco, são e salvo, era a sua vez de, juntamente com os bois, puxarem a rede, sempre com esperança de ver o seu saco carregado de peixe.

Havia momentos de silêncio, só se ouvia o bater das ondas. Ocorriam na entrada do pequeno barco nas ondas alterosas e na chegada da rede. Primeiro era o silêncio do medo, o do fim era o silêncio da expectativa de uma boa pescaria que afastaria por uns dias a fome endémica.Trabalho hercúleo, brutal, por vezes, muitas vezes mortal. A força de quem o viu ficará para sempre na memória. Ninguém como Raul Brandão traduziu toda a grandeza da arte da xávega e dos seus actores. E passo a citar de memória.

“Que povo é este que lavra as ondas do mar? “

 

http://olhares.sapo.pt/ahcravo

(Para mais informação ver este endereço)

Eu e Blog DD

Abril 6, 2010 by

Eu e Blog DD

Gosto desta forma de comunicação. Entendo que a profissão dos professores se enquadra na área dos comunicadores. Deste modo procurei sempre passar a minha mensagem recorrendo aos meios que considerei, e considero, mas adequados. Passei por muitos “modismos pedagógicos, didácticos, metodológicos”, segui muito poucos. Apanhei uma coisa aqui, outra ali e fui seguindo. Entendo que na minha profissão não há muitas regras, tem que haver, isso sim, muita criatividade, muito bom senso, muito conhecimento daqueles a quem queremos passar a (s) mensagem (ns).

Preparo-me pensando na eficácia dos meus procedimentos e na sua eficiência. Nem sempre tenho sucesso, mas também não pretendo ter sempre sucesso com todos os meus alunos. Consigo chegar a uma grande parte, hoje com mais trabalho e dificuldade, mas não desisto. Sou persistente, não os largo, obrigo, sou por vezes uma “seca”. Mas esta é a atitude do vendedor que só assim tem sucesso. Ganha pela insistência.

Este Blog, aberto à leitura de quem aqui chegar, é para mim um espaço diversificado, um espaço de cultura, de múltiplos saberes, de reflexões, de conhecimento. Será bom que os nossos alunos o vejam e que vejam que os seus professores são multifacetados, têm mais vida e interesses para lá da sala de aula.

O Fascinante mundo da fotografia

Abril 6, 2010 by

Robert Doisneau

Robert Doisneau nasceu em Gentilly, perto de Paris em 1912 e tendo morrido em Paris em 1994.

Em 1929 dedicou-se à fotografia, registando momentos do quotidiano parisiense. Ficou conhecido como um dos mais famosos “fotógrafos de rua”.

E por ter dedicado uma parte significativa do seu trabalho à escola e sobretudo aos alunos, ficam aqui registados instantâneos ímpares desse quotidiano.